Dia 6: O trade que quase me stopou e foi no alvo
Resultado do dia: 1.200 pontos, R$ 240. Um trade, um gain, seis dias consecutivos sem violação. Mas o número não é o ponto central de hoje.
O ponto central é o que aconteceu quando o mercado foi contra.
Estava no meio de uma reunião online, de olho no mercado ao mesmo tempo. Vi uma entrada interessante: linha de tendência de alta, candle gatilho nas médias e na vwap. Posicionei o stop abaixo da média de 200 períodos, da vwap e além da liquidez. Stop maior do que o habitual: 420 pontos. Se fosse stopado, encerraria o dia.
O mercado foi contra. 380 pontos contra, faltou 40 pontos para o stop ser atingido.
Não passou nada pela minha cabeça nesse momento. Só a consciência de que fiz o que tinha que fazer e que se stopasse estaria tudo bem, pois o stop estava no lugar certo. Não mexi em nada.
O mercado virou. Foi a favor. Quando chegou em 500 pontos de ganho me veio a lembrança do dia anterior, quando mudei o alvo e o mercado voltou. Hoje não repeti o erro. O alvo estava projetado na extensão de fibonacci, um nível técnico claro. Mantive. O mercado cravou o alvo e voltou.
1.200 pontos. Saída no alvo. Trade perfeito para o meu operacional, como registrei no diário.

A diferença entre hoje e ontem está numa frase simples: stop e alvo são técnicos. Não são emocionais, não são achismo, não são baseados no quanto quero ganhar ou no quanto tenho medo de perder. São baseados no que o mercado mostra.
Ontem mudei o alvo por ganância e deixei 500 pontos na mesa. Hoje mantive o alvo técnico com o mercado 380 pontos contra e saí com 1.200.
O mesmo operador. Dois dias diferentes. A diferença foi só o compromisso com o planejamento.
Projete o alvo e o stop de forma técnica. Depois confie neles.
Você consegue manter o stop no lugar quando o mercado vai contra 380 pontos?
