Dia 45: quando o medo de devolver transforma proteção em custo
Resultado do dia: 1.115 pontos, R$ 223. Dois trades, dois stop gains. Quarenta e cinco dias sem violação.
O primeiro trade foi uma falha de rompimento com candle gatilho. Entrada na região exata, stop além da liquidez, alvo projetado em 500 pontos. O trade andou 385 pontos a favor, a proteção automática ativou aos 300 pontos, o mercado me tirou na proteção com 15 pontos e depois foi ao alvo. Stop gain de 15. Nota 7.

O segundo trade é onde o dia ficou mais rico em aprendizado.
Falha de rompimento novamente, entrada com calma e convicção, alvo projetado em 1.500 pontos no fechamento do gap. O mercado foi apenas 65 pontos contra e depois andou 1.240 pontos a favor. Quando o trade estava em 1.100 pontos de gain, o medo de devolver me fez enforcar o trade ali. No candle seguinte o mercado foi exatamente para o alvo de 1.500 pontos. Stop gain de 1.100. Nota 6.
Saí com 400 pontos a menos do que o alvo técnico que eu mesmo havia projetado.

Registrei no aprendizado: “o alvo estava correto, 1.500 pontos no fechamento do gap, porém acabei enforcando o trade em 1.100 pontos, no candle seguinte o mercado foi para o alvo.” E no sentimento: “o medo me fez proteger o trade em 1.100 pontos.”
Dois trades, duas proteções que custaram pontos. No primeiro a proteção automática tirou de um gain de 500. No segundo o medo tirou de um gain de 1.500.
A questão que fica não é se proteger ou não. É a diferença entre uma proteção técnica, baseada no que o mercado está mostrando, e uma proteção emocional, baseada no medo de perder o que já está no trade.
Quando o alvo está projetado com critério técnico e o mercado está indo nessa direção, enforcar o trade antes por medo é deixar o mercado decidir por mim. E o mercado não negocia com o medo.
Quarenta e cinco dias sem violação. O resultado do dia é positivo. Mas confiar na análise até o alvo teria entregado R$ 300 a mais hoje.
Confiar na análise. Essa foi a frase do dia.
Quando o trade está muito a favor, o medo de devolver muda as suas decisões?
