Semana 10: sei entrar. Ainda não sei sair.
A semana terminou com R$ 166 negativos, sete losses em onze operações e trinta dias consecutivos sem violar uma regra. O acumulado da jornada caiu para R$ 1.294. O número que mais pesou não foi o resultado financeiro. Foi uma frase que os dados me forçaram a encarar com honestidade: sei entrar, mas não sei sair.

O momento mais difícil da semana foi um trade que andou 1.200 pontos na direção certa. Mil e duzentos pontos. R$ 240 disponíveis dentro da operação. O mercado foi, voltou, e me tirou no zero. Fiquei olhando o resultado evaporar porque o alvo estava longe demais do que o contexto justificava. Não foi azar. Foi ganância disfarçada de confiança.
Esse é o padrão da semana e, sendo honesto, das últimas semanas: alvos longos demais. A entrada está melhorando, o timing está mais apurado, o checklist está sendo respeitado. Mas na saída, alguma coisa ainda quer mais do que o trade tem capacidade de entregar. O alvo cresce além do técnico, o mercado não chega, e um trade que deveria ser gain vira zero ou vira loss.

73% das operações dentro do setup foi o melhor número da jornada nesse critério. A leitura está mais clara, a paciência para entrar melhorou visivelmente em comparação com as primeiras semanas. Só que de nada adianta entrar certo e sair errado. O resultado líquido é o mesmo: prejuízo.
A nota média do processo caiu para 3,9, a mais baixa de toda a jornada. Esse número diz que o problema não está escondido. Está visível, está documentado e está se repetindo com consistência suficiente para exigir uma mudança concreta, não uma intenção.
O que muda na próxima semana é objetivo: alvos técnicos definidos antes da entrada, baseados no contexto do mercado, não em quantos pontos eu quero ganhar. O alvo entra no checklist junto com a entrada. Se o contexto pede 300 pontos, o alvo é 300 pontos. Não 600 porque o trade anterior foi stop. Não 800 porque a semana está negativa. 300 porque é o que o setup indica.
Trinta dias sem violação atravessando semanas difíceis, stops consecutivos e resultados negativos. As regras mais importantes ficaram no lugar. Isso não resolve o problema do alvo, mas mostra que a estrutura está de pé. O que precisa mudar agora é um ponto específico, não o processo inteiro.
Quando você define o alvo de uma operação, o que está guiando essa decisão: o contexto do mercado ou o quanto você quer ganhar?
