Dia 28: Seis stops seguidos. E no meio deles, um gain.
Resultado do dia: 100 pontos, R$ 20. Três trades, um gain, dois losses. Vinte e oito dias sem violação.
O primeiro trade veio na abertura. Contra a tendência, sem setup claro, tentando uma entrada que o mercado não estava oferecendo. Registrei antes de entrar: “parece o mesmo dia de ontem, tentando trades contra a tendência forte.” O mercado foi 50 pontos a favor e direto no stop. O sexto stop consecutivo. Registrei no sentimento algo que preocupa: “estou me acostumando a tomar stops.” Nota 2.

O segundo trade foi diferente.
Depois do primeiro stop, o mercado mostrou um chock com confirmação. Entrei com calma e convicção, focado no processo. Stop além da liquidez, alvo técnico em 605 pontos. O mercado foi 85 pontos contra e depois foi ao alvo. Gain de 605 pontos. Nota 7. A dor do stop anterior estava presente, mas não interferiu na execução.

O terceiro trade desfez parte do que o segundo construiu. Pullback na abertura, entrada na região exata, médias alinhadas, stop além da liquidez. O setup tinha critério. Mas o alvo foi colocado em 800 pontos. O trade andou 560 pontos a favor. Com alvo técnico de 500 teria sido gain. Com 800 o mercado voltou e me stopou. Registrei antes de entrar: “alvo longo novamente.” Sabia antes de executar. Aconteceu assim mesmo. Nota 3.5.

O resultado do dia fecha em R$ 20 positivo. Número que não representa nada financeiramente. Mas representa a primeira vez em dias que o dia fecha no verde, ainda que por pouco.
O segundo trade mostrou que o processo funciona quando é seguido. O terceiro mostrou que o alvo longo aparece mesmo depois de um gain, não só depois de um loss.
O que o dia deixa de mais honesto é isso: saber que o alvo está longo antes de entrar e entrar assim mesmo. Não é falta de conhecimento. É o comportamento que ainda não virou hábito.
Vinte e oito dias sem violação formal. O gain do segundo trade veio do processo correto. Esse é o caminho.
Quando você sabe que está cometendo um erro antes de executar e executa assim mesmo, o que passa pela sua cabeça?
